PushVende · o detalhe
Controle
O motor decide como chegar ao objetivo — quem abordar, quando, por onde, com que argumento. O que importa ao negócio decide a loja, e ele não sai daí. Esta página é o contrato inteiro: o que se declara, o que nunca acontece sem alguém dizer que sim, e como a autonomia se ganha e se perde.
Aprovar uma vez, e não voltar a aprovar
Há uma tensão aparente entre «o motor age sozinho» e «nada acontece sem a loja consentir». Resolve-se com pré-aprovação: a loja não aprova cada mensagem, aprova a classe de coisas que podem acontecer — que blocos do site podem mudar, até onde pode ir o desconto, quantas vezes se pode falar com uma pessoa, que canais estão abertos.
A partir daí, quem executa é a própria tag que já está instalada. Não há briefing, nem campanha para montar, nem pedido para abrir a quem mexe no site. A loja define os limites e vê o resultado — e mudar de ideias sobre um limite vale a partir da ação seguinte, sem redeploy nem espera.
O que fica de fora da pré-aprovação é o que a tabela abaixo chama de risco alto: aí, e só aí, espera-se por uma pessoa.
Esta é uma das páginas de detalhe. A página de entrada resume-a numa leitura curta.
O painel de comando
Quatro comandos, e mais nada
Tudo o que a loja declara cabe em quatro tipos. O resto é inferido: se dá para ler a categoria, não se pergunta a categoria; se dá para escrever o texto, não se pede o texto.
Os limites permanentes
Cinco decisões que valem o ano inteiro e são a cerca dentro da qual tudo acontece.
As ordens com prazo — é aqui que vive a campanha
Black Friday, volta às aulas, escoar o inverno, uma ação paga por uma marca. Nada disso nasce dos dados: nasce de um contrato, de um armazém cheio, de um calendário fechado em junho. Declara-se numa frase — o motor é que monta a campanha.
Os inegociáveis
Coisas que têm de acontecer mesmo quando a conta do lucro esperado diz o contrário — porque há um acordo, um contrato ou uma decisão de marca por trás. O motor cumpre-as e desconta-as do que ainda pode fazer.
- A linha premium nunca entra em desconto.
- Quem vê corrida tem de ver a marca X — a ação é paga por ela.
- O SKU 4471 tem de escoar até dia 15.
Parar
Um botão. Para tudo, agora, sem explicação nenhuma e sem confirmação. É a única ordem que o motor não discute nem pondera.
O que estava no ar fica registrado onde parou, com o que já tinha rendido — retomar depois é outro clique, não um recomeço do zero.
E o motor também propõe ordens
Quando vê 400 unidades com doze dias de cobertura, não espera pelo calendário: propõe a ordem de escoamento com o custo já estimado, e diz o que espera ganhar com ela. Aceitar é um clique. Ignorar não tem consequência nenhuma.
As regras
Explícitas, persistentes, editáveis — nunca dentro do prompt
Um limite que só existe dentro de uma instrução em linguagem natural não é um limite: é uma intenção que a próxima versão do texto apaga sem ninguém dar por isso. As regras vivem fora, e são auditáveis.
Orçamento
Alteração máxima de ±20% por ação e ±35% por campanha por semana sem aprovação. Teto duro diário e de período, por plataforma e consolidado. Nenhum aumento de gasto líquido enquanto a prova de margem estiver falhando — só reparte.
Aprendizagem
Mínimo de 48 a 72 horas de assentamento por campanha; máximo de duas alterações por campanha por semana; exploração entre 5% e 15% do gasto, nunca zero.
Medição
Proibido crescer com a saúde do sinal falhando. Proibido dar veredicto antes de a janela amadurecer. Proibido comparar plataformas pelo retorno que elas próprias declaram.
Negócio
Proibido crescer num produto com menos de sete dias de cobertura de estoque — e o feed reflete isso sozinho. Proibido crescer em produto abaixo da margem mínima. Preço e desconto acima dos limiares exigem aprovação.
Site
Variantes só dentro dos blocos autorizados. Nunca alterar preço, checkout ou informação legal. Toda a variante tem reversão imediata.
Cliente
Consentimento e descadastro respeitados sempre. E a frequência é combinada entre pago e próprio, nunca por canal isolado: é a pessoa que se cansa, não o canal.
As aprovações
Quanto menos reversível, mais aprovação
| Risco | Exemplos | Política |
|---|---|---|
| Baixo | Reduzir orçamento, pausar o que está perdendo, excluir audiências e termos, enviar o sinal corrigido, rotular o feed por margem, variantes de bloco no site, criativos dentro da exploração | Executa sozinho |
| Médio | Aumentos até 20% dentro das regras, nova campanha de retargeting, sincronizar audiência, mudar alvo de lance, mexer no limiar de frete grátis | Conforme a política da loja |
| Alto | Canal ou plataforma nova, aumentos acima de 20%, mudar a estrutura da conta, subir o teto de gasto, preço e descontos acima dos limiares, criativo com risco de marca | Espera por uma pessoa |
A assimetria é deliberada: reduzir, excluir e testar de graça é automático. Aumentar gasto é travado.
A autonomia
Ganha-se por degraus, e perde-se sozinha
- Aprender. A tag observa e não mostra nada. Identifica as páginas, lê o catálogo, constrói a taxonomia.
- Recomendar. Apresenta oportunidades já quantificadas, com a experiência exata que vai aparecer no site. A loja aprova uma a uma.
- Assistir. O que foi aprovado roda sozinho, e o motor otimiza por dentro: texto, momento, incentivo.
- Piloto automático. Dentro dos limites, lança e retira experimentos sem aprovação prévia — com botão de emergência e grupo de controle sempre rodando.
E há um quinto movimento, que é automático e vai nos dois sentidos: a autonomia é função da calibração. O agente que acerta o tamanho do efeito que previu ganha espaço; o que erra sistematicamente vê o espaço estreitar-se sem ninguém intervir. O mesmo acontece com a qualidade dos dados — sem custo de mercadoria confiável, crescer sobe automaticamente para aprovação humana.